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Em 2025, mais de 80% dos ataques a aplicações web envolveram credenciais roubadas, segundo o Verizon DBIR 2025. Não foram exploits sofisticados, não foram zero-days: foram usernames e passwords legítimas, usadas por quem não devia.
03/06/2026
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Para empresas que gerem dezenas de clientes, este número não é apenas uma estatística, mas sim o ponto de partida para repensar a prioridade dos controlos de segurança. Como são roubadas as credenciais? O sistema de roubo de credenciais opera como uma cadeia de valor industrial. Cada elo tem operadores especializados, com margens e modelos de negócio próprios. 1. Infostealers: a fábrica de credenciais Os infostealers, malware desenhado especificamente para extrair credenciais armazenadas em browsers ou clientes de email, são hoje o motor principal desta cadeia. Existem softwares que operam em modelo Malware-as-a-Service (MaaS), cujo processo segue um fluxo muito claro:
O CrowdStrike Global Threat Report 2026 confirma a tendência: 82% das deteções em 2025 foram malware-free, ou seja, ataques que usaram credenciais válidas e outras técnicas em vez de malware tradicional. Desta forma, os atacantes deixam de necessitar de ultrapassar os mecanismos de defesa, passando a obter acesso através de vetores legítimos. 2. Phishing e credential harvesting O phishing continua a ser o canal de distribuição mais eficaz para roubo direto de credenciais. Kits de phishing-as-a-service permitem capturar não apenas passwords, mas também tokens MFA em tempo real, neutralizando a autenticação multifator convencional. O IBM X-Force Threat Intelligence Index 2026 reportou que milhares de credenciais de chatbots de IA apareceram à venda na dark web, um sinal claro de que os atacantes estão a adaptar os seus alvos ao que tem valor no mercado atual. 3. Credential stuffing e password spraying Depois de uma breach, as combinações email/password são testadas automaticamente contra centenas de serviços. Com taxas de reutilização de passwords que variam entre 60% e 65% (segundo múltiplos estudos de higiene de credenciais), o credential stuffing tem ROI garantido para o atacante. Esta realidade significa que uma única credencial comprometida num serviço pessoal pode dar acesso à infraestrutura de uma organização. Porque é que as credenciais são o principal vetor de ataque O sucesso das credenciais roubadas como vetor de ataque é uma consequência direta da forma como a segurança corporativa foi desenhada. A maioria dos controlos (antivírus, firewalls, sistemas de deteção de intrusão) foi concebida para identificar comportamento anómalo, malware e tráfego suspeito e não para distinguir um utilizador legítimo de um atacante que usa as suas credenciais. É esta lacuna estrutural que torna as credenciais o ativo mais procurado no ecossistema criminal. Três fatores tornam as credenciais roubadas o vetor preferido dos atacantes: Acesso imediato, sem ruído Uma credencial válida não dispara alertas, não gera assinaturas de malware, não deixa artefactos forenses óbvios. O estudo da Verizon mencionado acima mostra que o tempo médio entre o uso de credenciais comprometidas e a deteção pode estender-se por semanas ou meses. Escalabilidade Um único log de infostealer pode conter credenciais para dezenas de serviços: VPN corporativa, Microsoft 365, painéis de administração, contas bancárias. O atacante compra um log a baixo custo e obtém potencialmente acesso a toda a superfície digital do utilizador. Dificuldade de deteção Quando o acesso é feito com credenciais legítimas, a distinção entre utilizador real e atacante depende de sinais comportamentais (geolocalização, horários, device fingerprint) que muitas empresas simplesmente não monitorizam. O CrowdStrike reporta que o tempo de breakout, ou seja, o intervalo entre o acesso inicial e o movimento lateral, caiu para 27 segundos nos casos mais rápidos em 2025, com um aumento médio de 65% na velocidade de breakout face ao ano anterior. Como resolver o problema? Se as credenciais roubadas são o principal vetor de ataque, saber quando usernames, passwords e cookies de sessão aparecem em fontes ilícitas passa a ser um controlo básico. Para parceiros que gerem dezenas de clientes, o desafio passa por dar esta visibilidade sem adicionar mais carga operacional à equipa. É precisamente aqui que o ID Watch da CyberInspect, marca a diferença. Este serviço monitoriza continuamente credenciais associadas aos domínios dos clientes e, quando deteta uma exposição relevante, notifica diretamente o utilizador afetado, com instruções claras sobre os passos seguintes. O parceiro não precisa de montar processos complexos nem gerir alertas manualmente, tendo a garantia de que os utilizadores são informados a agir. Desta forma, o ID Watch permite ao parceiro oferecer um serviço crítico numa das principais superfícies de ataque atuais, com esforço mínimo da sua equipa e impacto direto na redução do risco dos clientes. Referências ● Verizon: 2025 Data Breach Investigations Report ● CrowdStrike: 2026 Global Threat Report ● IBM: X-Force Threat Intelligence Index 2026 ● IBM: Cost of a Data Breach Report 2025 ● ENISA: Threat Landscape 2025
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