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O Centro Nacional de Cibersegurança voltou a organizar o C-Days na cidade do Porto para abordar os principais temas que marcam a comunidade de cibersegurança em Portugal
Por Rui Damião . 16/06/2026
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A Alfândega do Porto voltou a receber o C-Days, a conferência anual organizada pelo Centro Nacional de Cibersegurança. Depois de Coimbra e Lisboa nos dois anos anteriores, a conferência realizou a sua 12.ª edição. Na sessão de abertura, Rodrigo Passos, Vereador da Câmara Municipal do Porto, afirmou que a realização do C-Days no Porto “tem um significado especial” por ser uma cidade “com muita história”, mas que nunca teve parada. “Somos uma cidade de fazedores e isso também passa pela tecnologia”, defendeu. “A cibersegurança está presente na vida concreta das pessoas, quando um cidadão acede a um serviço digital, quando um centro de saúde precisa de aceder aos dados dos utentes. Falar de cibersegurança é falar de confiança e a confiança é uma das principais infraestruturas das sociedades modernas”, explicou Rodrigo Passos, acrescentando que “ninguém repara na infraestrutura digital, mas quando falha todos sentem; é uma infraestrutura crítica e uma condição necessária para uma boa governação”. Pedro Brandão, Pro-Reitor da Universidade do Porto, também subiu ao palco do C-Days na sessão de boas-vindas e revelou que a Universidade do Porto procura manter a partilha com o Centro Nacional de Cibersegurança para a realização do C-Days que “evidencia todo o trabalho que o CNCS tem feito na divulgação de conhecimento de cibersegurança, mas também no apoio e aviso a todos os problemas que têm lugar no mundo informático”. “O Porto tem de zelar pela proteção das suas infraestruturas municipais, e também das empresas que aqui estão sedeadas”, acrescentou Pedro Brandão. “Os mecanismos de proteção informática têm sido postos em prática para a defesa das organizações do Porto. À Universidade do Porto cabe formar os futuros especialistas nesta área e produzir investigação para a resposta a estas áreas”. Lino Santos, Coordenador do Centro Nacional de Cibersegurança, também subiu ao palco do C-Days. “Este evento é um resultado de um grande empenho da equipa do CNCS e da Universidade do Porto”, afirmou na sessão de abertura. “Este ano é certamente um marco para a cibersegurança nacional, na construção de mais resiliência para as infraestruturas nacionais. Com a publicação do novo Regime Jurídico de Cibersegurança, damos o pontapé de saída para muitos desafios, mas também muitas oportunidades para as organizações. O CNCS tem sempre como objetivo proteger as pessoas e as organizações”, indicou. “A cibersegurança não é uma coisa de dias, mas uma responsabilidade de todos os dias. O C-Days é um ponto de chegada para o futuro que precisamos de construir, para nos e vos ouvirmos, mas também perceber quais são as dificuldades das organizações”, referiu Lino Santos. O Coordenador do CNCS mencionou ainda o novo Regime Jurídico de Cibersegurança e as novas medidas de cibersegurança que procuram criar um ecossistema resiliente e proporcional e que “são capazes de lidar com as ameaças em evolução”. “O CNCS vai trabalhar diariamente com as organizações para melhorar a sua resiliência”, afirmou. A IT Security é Media Partner do C-Days 2026 |